Entre
a memória e a sobrevivência — o associativismo que sustenta Montemor-o-Velho
Num
tempo em que tantas formas de participação cívica parecem perder força, há
realidades que resistem. No concelho de Montemor-o-Velho, as colectividades
continuam a ser um desses raros exemplos de vitalidade comunitária. Não
desapareceram. Pelo contrário: permanecem como pilares da vida cultural, social
e desportiva. Mas sobreviver, hoje, já não é o mesmo que viver com autonomia.
A
verdade é simples e incontornável: o associativismo local depende, cada vez
mais, do apoio público. O financiamento estruturado da Câmara Municipal
tornou-se o principal garante da continuidade de muitas associações. Os
programas anuais de apoio — que abrangem atividades, obras e equipamentos — são
hoje mais do que um complemento: são uma condição de existência. Os valores
envolvidos, que atingem centenas de milhares de euros, revelam bem essa
realidade. Sem esse impulso institucional, muitas colectividades dificilmente
manteriam portas abertas.
Mas
o dinheiro, por si só, não resolve tudo. O verdadeiro motor destas estruturas
continua a ser o voluntariado. Homens e mulheres que, muitas vezes de forma
silenciosa e sem reconhecimento, dedicam tempo e energia a manter vivas
tradições, eventos e espaços de encontro. É aqui que emerge uma das maiores
fragilidades do presente: o envelhecimento dos dirigentes e a dificuldade em
atrair novas gerações. Sem renovação, o futuro fica inevitavelmente
comprometido.
Ainda
assim, o papel das colectividades permanece central. São elas que organizam
festas, dinamizam atividades culturais, preservam identidades locais e promovem
o desporto, sobretudo entre os mais jovens. São, em muitos casos, o verdadeiro
“coração” das freguesias. Onde há uma associação ativa, há comunidade. Onde ela
desaparece, instala-se frequentemente o vazio.
No
entanto, os desafios acumulam-se. A dependência financeira, a escassez de
recursos humanos e a crescente exigência burocrática colocam à prova a
capacidade de resistência destas organizações. A necessidade de
profissionalização — sem perder o espírito voluntário — tornou-se um equilíbrio
difícil, mas essencial.
Perante
este cenário, muitas colectividades procuram reinventar-se. Apostam em
parcerias, candidaturas a fundos, eventos geradores de receita e novas formas
de comunicação. Adaptam-se, porque sabem que ficar parado é desaparecer.
Mas
há uma questão que não pode ser ignorada: até que ponto este modelo é
sustentável a longo prazo? Pode o associativismo sobreviver assente numa
dependência tão forte do poder público e numa base voluntária cada vez mais
frágil?
Montemor-o-Velho
tem, na sua história e identidade, exemplos claros da importância da iniciativa
individual e coletiva.
Hoje,
o desafio é outro: garantir que essa capacidade não se perde.
As
colectividades não são apenas estruturas recreativas. São espaços de pertença,
memória e futuro. Defendê-las não é apenas apoiar instituições — é preservar a
própria identidade coletiva.
E
essa responsabilidade não pode ser apenas da autarquia. Tem de ser de todos.
Hoje,
as colectividades (associações culturais, recreativas e desportivas) no
concelho de Montemor-o-Velho continuam a existir e a ter um papel muito
relevante, mas a sua sobrevivência depende cada vez mais de vários fatores
— sobretudo apoio público, voluntariado e capacidade de adaptação.
🧭
1. Dependem fortemente do apoio da Câmara Municipal
Atualmente,
a principal forma de sobrevivência das colectividades é o financiamento
municipal estruturado.
·
Existem programas anuais de apoio:
o Atividade
regular
o Obras
o Equipamentos
·
Em 2026, por exemplo:
o cerca
de 200 mil euros distribuídos nestes apoios
·
Em 2025, o investimento ultrapassou 123
mil euros
👉 Isto mostra
que:
·
Sem estes apoios, muitas associações
teriam dificuldades em funcionar
·
A autarquia assume um papel de “motor
do associativismo”
🤝
2. Funcionam com base no voluntariado
Apesar
dos apoios, a maioria das colectividades:
·
Não tem fins lucrativos
·
Depende de dirigentes e sócios
voluntários
·
Vive da participação da comunidade
O
próprio regulamento municipal reconhece isso, tentando equilibrar:
·
profissionalização
·
e espírito voluntário
👉 Problema atual:
·
Envelhecimento dos dirigentes
·
Dificuldade em atrair jovens
🎭
3. Têm um papel central na vida cultural e social
As
colectividades continuam essenciais para:
·
Festas locais
·
Teatro, música, folclore
·
Eventos desportivos
·
Preservação de tradições
Exemplo:
·
Eventos culturais com dezenas de
atividades são organizados com forte participação das associações locais
👉 Ou seja:
·
São o “coração” da vida comunitária
⚽ 4. Também no
desporto têm grande peso
·
Clubes e associações dinamizam:
o formação
de jovens
o competições
·
Recebem apoios específicos (ex: cerca de
95 mil € para atividade desportiva)
👉 Além disso:
·
Equipamentos como o Centro Náutico
ajudam a dinamizar o movimento associativo local
⚠️ 5. Principais
dificuldades atuais
As
colectividades sobrevivem, mas enfrentam desafios reais:
📉
Financeiros
·
Dependência de subsídios públicos
·
Receitas próprias limitadas
👥
Humanos
·
Falta de renovação geracional
·
Menor participação dos jovens
🧠
Organizacionais
·
Necessidade de gestão mais profissional
·
Burocracia nas candidaturas
🔄
6. Estratégias de sobrevivência hoje
Para
continuar ativas, muitas colectividades estão a:
·
Criar projetos financiados
(candidaturas)
·
Fazer parcerias com escolas e autarquia
·
Apostar em eventos que gerem receita
·
Modernizar comunicação (redes sociais,
etc.)
✅ Conclusão
As
colectividades em Montemor-o-Velho:
👉 Não
desapareceram — continuam muito vivas
👉 Mas já não
sobrevivem apenas pela comunidade, como antigamente
Hoje
sobrevivem através de um equilíbrio entre:
·
apoio público
·
voluntariado
·
capacidade de adaptação
BUARCOS – AS CASAS DO FERNANDINHO
Fernando
d’Almeida Rocha, o Fernandinho, nasceu em Buarcos em 1822, filho de Joaquim
d’Almeida Rocha e de Maria Joana da Cruz.
Muito jovem emigrou para o Brasil, onde fez fortuna, explorando uma barca de passageiros entre o Rio de Janeiro e Niterói, cativando-os com a música da sua viola francesa e com a sua bonita e agradável voz.
Regressou
a Buarcos, onde viveu dos seus rendimentos, tendo construído dois grandes
edifícios contíguos, na zona central de Buarcos, que concluiu no ano de 1889.
Consta da ata da Câmara de 25 de julho de 1888 que Fernando d’Almeida Rocha pediu “alinhamento e aprovação de risco para uma casa na travessa de S. Francisco, em Buarcos”, era então presidente da edilidade José Lopes Guimarães Pedrosa e Administrador do Concelho o Dr. António Ferreira Cabral Paes do Amaral.
Manuel
dos Santos Pinto, condutor de obras, fez o alinhamento.
Um edifício foi construído no Largo da Alegria (Largo D. Margarida Barraca), vulgo Largo da Má Língua, uma enorme e bonita casa a que o povo chamava a “Casa dos Bonecos” por ter possuído na platibanda várias estátuas de tribunos e pretorianos.
E outro edifício confinante com a Rua 5 de Outubro e o Largo da Beira Mar (Largo Maria Jarra), onde vivia, na qual instalou um nicho em estilo gótico com uma imagem de Nossa Senhora do Rosário, talvez proveniente de uma capela que existiu no Largo da Alegria.
No frontão desta segunda casa, onde viveu o Fernandinho, há um motivo lavrado com uma barca com duas velas e giba, recordação da sua profissão no Brasil, com a legenda “Anno 1889”, quando a concluiu.
(giba
– última vela da proa).
Comprou esta segunda casa o farmacêutico Marques Murta, que terá guardado a imagem de Nossa Senhora do Rosário.
Por
detrás da casa de Fernandinho viveu Fernando Augusto Soares (1838-1918), na
atual Rua Governador Soares Nogueira.
Fernando
d’Almeida Rocha construiu em 1890 um imponente mausoléu no Cemitério de
Buarcos.
Manuel
d’Almeida Rocha, seu irmão, falecido em 15 de junho de 1882, foi o primeiro a
estrear o mausoléu, depois de trasladado.
Seguiu-se
o próprio Fernandinho, falecido em 20 de setembro de 1897, com 75 anos.
O
imponente mausoléu é hoje o ossário dos combatentes da freguesia que tombaram
na 1ª Grande Guerra e na Guerra Colonial, e os manos Rocha lá repousam num
cantinho.
Na
Casa dos Bonecos foi inaugurada, no dia 1 de julho de 1950, a Colónia Balnear
Infantil para os filhos dos sargentos da 2ª Região Militar.
O
Dr. Álvaro Malafaia era então o Presidente da Câmara Municipal.
A
sua Comissão Organizadora enunciou os objetivos da iniciativa:
“Dar,
durante a época de verão, aos filhos da classe militar mais necessitada, uma
estadia na praia que, acompanhada duma alimentação substancial e conveniente,
teria, sem dúvida, efeitos benéficos no seu desenvolvimento e conservação da
sua saúde; fomentar pela convivência estabelecida na Colónia, entre os seus
filhos, laços mais profundos de amizade e camaradagem entre todos os filhos dos
sargentos da Região, reforçando assim o espírito da unidade desta classe;
melhorar o nível de educação e moral das crianças por uma cuidada assistência
por parte do pessoal dirigente da Colónia; estabelecer laços de solidariedade
entre todos os elementos, Comandos, Oficiais e Praças da Região, fazendo-os
colaborar numa nobre iniciativa de carácter colectivo.”
A
colónia balnear já não existe, mas subsiste o bonito e imponente edifício onde
funcionou, a denominada Casa dos Bonecos, assim como a casa anexa onde viveu o
Fernandinho, duas casas ainda esbeltas apesar dos seus 137 anos.
Perguntas
silenciosas…
Há
perguntas que não se fazem em voz alta. Não porque sejam pequenas, mas
precisamente porque são grandes demais. Perguntas que nos atravessam e nos
marcam. Que ficam a ecoar cá dentro, em silêncio, como quem bate devagar a uma
porta sem saber se a deve abrir.
Perguntas
como estas: poderá a vida dar-nos mais do que aquilo que um dia tivemos coragem
de pedir? Poderá, quando já deixámos de esperar, aparecer alguém capaz de nos
envolver num abraço e fazer-nos sentir seguros? Poderá existir alguém que nos
dê mais do que alguma vez imaginámos merecer?
A
verdade é que passamos tanto tempo a desejar coisas, pessoas, respostas,
sinais, que quase nos esquecemos de que a vida nem sempre chega pela via do
pedido. Nem sempre nos dá aquilo que pedimos. Nem sempre respeita o momento que
julgávamos certo. E, no entanto, às vezes surpreende-nos de uma forma quase
desarmante. Não com o que gritámos ao mundo que queríamos, mas com aquilo de
que precisávamos e ainda não sabíamos nomear.
Há
um momento estranho e bonito em que deixamos de pedir. Não necessariamente
porque tenhamos deixado de querer, mas porque nos cansámos de esperar com as
mãos abertas e o coração em esforço. E é nesse cansaço, nesse abandono da
urgência, que de repente alguma coisa muda. Ficamos mais quietos por dentro.
Mais inteiros. Mais serenos. Mais atentos. Mais disponíveis para reconhecer o
que antes talvez não víssemos, porque estávamos demasiado ocupados a procurar
noutra direção.
Talvez
seja por isso que, às vezes, quando já não esperamos, aparece alguém. Alguém
que não vem com promessas grandiosas nem com frases feitas. Alguém que chega
devagar, mas fica com verdade. Alguém cujo abraço não nos salva, mas nos
acalma. E essa diferença é tudo. Porque uma coisa é precisar desesperadamente
de colo. Outra, muito diferente, é encontrar descanso no colo de alguém sem
deixar de ser quem somos.
Talvez
a vida possa, sim, oferecer-nos mais do que pedimos. Não porque sejamos
recompensados pela dor ou pela paciência, mas porque há dádivas que só
conseguimos reconhecer quando deixamos de tentar controlá-las. Há pessoas que
só conseguimos receber quando já não estamos à espera que venham preencher
vazios, mas apenas a viver, com a honestidade possível, aquilo que somos.
E
talvez o mais bonito seja isto: perceber que o “mais” nem sempre é excesso. Às
vezes, o mais é paz. É leveza. É serenidade. É um abraço onde o corpo desarma.
É alguém que fica sem invadir. Sem exigir. Que cuida sem prender. Que nos dá,
sem espetáculo, exatamente aquilo que durante tanto tempo julgámos não existir
para nós.
No
fim, talvez a vida não nos dê sempre o que pedimos. Mas, de vez em quando,
quando já não esperamos nada em particular, tem esta estranha e bonita forma de
nos colocar diante de algo maior, mais sereno e mais verdadeiro do que tudo
aquilo que um dia soubemos pedir.
Montemor não precisa de
flores. Precisa de coragem.
Há uma coisa curiosa em
Montemor.
Quando vem a
tempestade… toda a gente fala.
Quando a água leva
casas, memórias, histórias… toda a gente sente.
Mas quando a água
baixa… quase ninguém muda.
E isso devia
preocupar-nos mais do que qualquer cheia.
Porque a verdade é
esta, e alguém tem de a dizer:
Montemor não tem falta
de força. Tem excesso de hábito.
Hábito de comentar em
vez de agir.
Hábito de esperar em
vez de decidir.
Hábito de culpar o que
vem de fora… para não mexer no que está dentro.
A tempestade não foi só
água. Foi um espelho.
E a pergunta não é o
que aconteceu à terra. É o que aconteceu às pessoas depois disso.
Reconstruíram? Ou
adaptaram-se… mais uma vez?
Porque há uma diferença
brutal entre: sobreviver
e
evoluir
E muitas terras,
Montemor incluída, vivem presas na primeira.
Agora chegou a
primavera.
As margens estão a
ficar bonitas.
O verde volta.
A vida parece seguir.
Mas deixa-me
estragar-te a poesia por um momento: flores não significam transformação.
Significam ciclo. E ciclo… não é evolução.
Se tudo volta ao mesmo
sítio,
se as conversas são as
mesmas,
se a mentalidade não
mexe,
então não estamos a
crescer.
Estamos só a repetir…
com melhor cenário.
E talvez seja isso que
mais me custa dizer, e que menos gente quer ouvir:
Montemor não precisa de
mais amor à terra.
Precisa de mais coragem
para a transformar.
Porque amar sem agir… é
só nostalgia.
E nostalgia não
constrói futuro.
Constrói memória.
E memória… já temos
suficiente.
CRÓNICA
DE UMA MORTE ANUNCIADA
A
implosão prevista de um partido desgovernado
Há
partidos que crescem com paciência, estrutura e alguma maturidade política. E,
depois, há partidos que crescem como um balão cheio de ar: depressa,
ruidosamente e com a permanente ameaça de rebentar. O que se observa atualmente
no Chega parece cada vez mais próximo deste segundo cenário.
Nos
últimos tempos, a vida interna do partido transformou-se numa sucessão quase
semanal de episódios dignos de crónica política: demissões repentinas, guerras
internas mal disfarçadas, acusações entre dirigentes, conflitos em estruturas
locais e eleitos que abandonam cargos autárquicos como quem sai de um barco que
mete água. A cada nova polémica, fica a sensação de que a organização interna
do partido é pouco mais do que um improviso permanente.
O
fenómeno não é particularmente surpreendente. Quando um partido cresce a uma
velocidade vertiginosa, sem tempo para consolidar estruturas, regras e
mecanismos de seleção minimamente exigentes, acaba inevitavelmente por atrair
um pouco de tudo: oportunistas, aventureiros, figuras em busca de palco e
alguns militantes genuínos perdidos no meio do ruído. O resultado raramente é
estabilidade.
A
multiplicação de casos problemáticos envolvendo quadros do partido também não
ajuda. Sempre que surge mais um episódio embaraçoso, seja um escândalo, uma
polémica pública ou uma revelação pouco abonatória, o discurso de disciplina e
regeneração política que o partido diz representar perde mais um pouco de
credibilidade.
Mas
talvez o problema mais profundo seja estrutural. Partidos excessivamente
centrados numa liderança forte tendem a viver numa permanente tensão interna:
enquanto tudo corre bem eleitoralmente, a unidade mantém-se. Quando começam a
surgir divergências, ambições pessoais ou disputas de protagonismo, a ausência
de instituições internas robustas transforma rapidamente desacordos políticos
em conflitos abertos.
No
plano local, a situação torna-se ainda mais evidente. Em várias autarquias,
assistiu-se a demissões, conflitos internos e abandonos de funções que revelam
uma fragilidade organizativa preocupante. Muitos eleitos chegaram aos cargos
sem experiência política, sem apoio estrutural e, por vezes, sem uma noção
clara do que implica exercer funções públicas. A improvisação, inevitavelmente,
cobra o seu preço.
Tudo
isto compõe o retrato de um partido que conquistou visibilidade e votos mais
depressa do que conseguiu construir uma verdadeira organização política. O
Chega quis apresentar-se como uma força de ordem e disciplina no sistema
político português. No entanto, olhando para o que se passa dentro das suas
próprias fileiras, a palavra que mais frequentemente surge é outra: desordem.
A
ironia é difícil de ignorar. Um partido que promete pôr o país “na ordem”
parece, antes de mais, incapaz de pôr ordem em casa. E quando um partido não
consegue governar a si próprio, torna-se legítimo perguntar como pretende
governar alguma coisa maior.
Por
agora, o espetáculo continua: mais uma demissão aqui, mais um conflito ali,
mais um caso embaraçoso a surgir na semana seguinte. Não se trata já de
episódios isolados, mas de um padrão. E padrões, em política, raramente são
coincidência.
Agora que a vida
tem um sabor novo
não vou desistir
dos sonhos de outrora…
Regressarei serena
e autêntica
às manhãs azuis
que as nuvens
esconderam…
Encontrarei, intactas,
as pétalas desse
passado
que a névoa ocultou
e o vento desfolhou …
Encontrarei a flor
saudosa
ainda à espera deste
agora renovado.
Dia do Pai – Dupla
Celebração
Neste dia de festa e
luz,
Celebro contigo a força
e a paz,
o pai que, que com
tanto amor conduz
o caminho dos filhos
como só ele é capaz.
Nos anos que passaram,
vi teus olhos brilhar,
ao vê-los crescer, à
tua frente,
agora, ao teu lado, a
alegria de partilhar,
um novo ciclo, um novo
presente.
A cada passo, a cada
gesto,
foste pai, mestre e
amigo.
teu coração foi e é
centro de todo o resto
que nos faz seguir
confiantes,
sendo o nosso porto de
abrigo.
O tempo passa, os
filhos cresceram,
o teu amor por eles se
multiplica,
e a cada dia, ainda
mais floresce
com os exemplos de
vida,
por tudo que és e por
tudo que dás .
Com gratidão e muito
amor,
celebremos com todo o
fulgor,
o pai que está sempre
connosco,
seja qual for o
caminho.
Feliz Dia para ti e
nossa filha
porque hoje, 19 de
março, celebramos em dobro,
o teu amor, que é o
nosso socorro,
e a nossa
luz do sol que
ilumina os nossos dias.
AO MEU PAI, AO PAI DA
MINHA FILHA, A TODOS OS PAIS ![]()
SER PAI
Ser pai…
É amar e é cuidar…
É ensinar os caminhos
É desviar dos espinhos
As suas crias amadas…
É ganhar o pão da vida
Para ver crescer filho
ou filha
Sem passar fome ou
necessidades
Avisá-los de tantas
maldades
Que existem em muitas
pessoas…
Ser pai é pegar na
nossa mão
Ensinar os primeiros
passos
É ser um colo de
abraços…
Ser pai…
É regar uma flor
A quem se dá tanto amor
Que nem cabe no coração
É ter na boca o perdão
É saber abençoar
E numa prece rezar
Para que a vida lhes
seja leve
Como uma brisa serena
Que tenham uma vida
amena
A flores do seu jardim…
Ser pai… é ser isso e
muito mais
Ser pai… é ser
assim!...
A verdadeira amizade
A verdadeira amizade é
uma prova de confiança e carinho. Há pessoas que realmente nos estimam, e é
nosso dever cuidar desse laço tão especial.
Sinto-me grata por ter
amigos assim, com quem partilho mais do que um simples sentimento — partilho
uma história. Pretendo sempre valorizar essas relações e evitar conflitos
desnecessários, pois não é comum, em qualquer caso, encontrar alguém que esteja
verdadeiramente presente.
Quatro
exemplares raros de livros escritos pelo poeta do século XVI Jorge de Montemor
foram adquiridos pelo município de Montemor-o-Velho para figurarem numa coleção
museológica daquela autarquia do Baixo Mondego, foi hoje anunciado.
“São
aquisições que representam a preservação de importantes pedaços da nossa
história, garantindo que as gerações futuras podem ter acesso a estes tesouros
inestimáveis”, afirmou, citado no comunicado da Câmara, o presidente do
executivo, Emílio Torrão, aludindo às quatro obras do escritor nascido em
Montemor-o-Velho entre 1520 e 1524.
Jorge
de Montemor, escritor português que também se notabilizou como poeta, músico e
aventureiro, é autor de um dos expoentes da novela pastoril, o romance
quinhentista “Diana”, que integra o leque de títulos adquiridos pelo município.
“Só
no século XVI a obra teve 17 edições, tendo sido escrita originalmente em
castelhano, como era costume deste estilo literário”, lê-se no comunicado.
O
lote inclui uma das primeiras edições de Diana – intitulada, em espanhol,
“Primera Aedicion de los Siete Libros de la Diana” – datada de 1570, e uma
edição de 1614 da “Parte primera y segunda de la Diana”, “encadernada pelo
reconhecido mestre encadernador Emilio Brugalla”.
Os
dois restantes livros são uma rara edição bilingue castelhano-francês de 1613
de “Los Siete Libros de la Diana de George de Montemajor” e o livro “El
Cancionero del Poeta George de Montemayor”, a sua primeira obra de vulto,
dedicada a D. João Manuel e D. Joana de Áustria, pais de D. Sebastião, aqui
numa edição datada de 1932.
O poeta, que frequentou a corte espanhola e manteve contactos
com poetas
castelhanos, morreu em Itália, em Piemonte, em 1561.
https://youtu.be/UXnTizzl7S8