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terça-feira, março 31

BARCAÇA_66

 


Entre a memória e a sobrevivência — o associativismo que sustenta Montemor-o-Velho

Num tempo em que tantas formas de participação cívica parecem perder força, há realidades que resistem. No concelho de Montemor-o-Velho, as colectividades continuam a ser um desses raros exemplos de vitalidade comunitária. Não desapareceram. Pelo contrário: permanecem como pilares da vida cultural, social e desportiva. Mas sobreviver, hoje, já não é o mesmo que viver com autonomia.

A verdade é simples e incontornável: o associativismo local depende, cada vez mais, do apoio público. O financiamento estruturado da Câmara Municipal tornou-se o principal garante da continuidade de muitas associações. Os programas anuais de apoio — que abrangem atividades, obras e equipamentos — são hoje mais do que um complemento: são uma condição de existência. Os valores envolvidos, que atingem centenas de milhares de euros, revelam bem essa realidade. Sem esse impulso institucional, muitas colectividades dificilmente manteriam portas abertas.

Mas o dinheiro, por si só, não resolve tudo. O verdadeiro motor destas estruturas continua a ser o voluntariado. Homens e mulheres que, muitas vezes de forma silenciosa e sem reconhecimento, dedicam tempo e energia a manter vivas tradições, eventos e espaços de encontro. É aqui que emerge uma das maiores fragilidades do presente: o envelhecimento dos dirigentes e a dificuldade em atrair novas gerações. Sem renovação, o futuro fica inevitavelmente comprometido.

Ainda assim, o papel das colectividades permanece central. São elas que organizam festas, dinamizam atividades culturais, preservam identidades locais e promovem o desporto, sobretudo entre os mais jovens. São, em muitos casos, o verdadeiro “coração” das freguesias. Onde há uma associação ativa, há comunidade. Onde ela desaparece, instala-se frequentemente o vazio.

No entanto, os desafios acumulam-se. A dependência financeira, a escassez de recursos humanos e a crescente exigência burocrática colocam à prova a capacidade de resistência destas organizações. A necessidade de profissionalização — sem perder o espírito voluntário — tornou-se um equilíbrio difícil, mas essencial.

Perante este cenário, muitas colectividades procuram reinventar-se. Apostam em parcerias, candidaturas a fundos, eventos geradores de receita e novas formas de comunicação. Adaptam-se, porque sabem que ficar parado é desaparecer.

Mas há uma questão que não pode ser ignorada: até que ponto este modelo é sustentável a longo prazo? Pode o associativismo sobreviver assente numa dependência tão forte do poder público e numa base voluntária cada vez mais frágil?

Montemor-o-Velho tem, na sua história e identidade, exemplos claros da importância da iniciativa individual e coletiva.

Hoje, o desafio é outro: garantir que essa capacidade não se perde.

As colectividades não são apenas estruturas recreativas. São espaços de pertença, memória e futuro. Defendê-las não é apenas apoiar instituições — é preservar a própria identidade coletiva.

E essa responsabilidade não pode ser apenas da autarquia. Tem de ser de todos.

Hoje, as colectividades (associações culturais, recreativas e desportivas) no concelho de Montemor-o-Velho continuam a existir e a ter um papel muito relevante, mas a sua sobrevivência depende cada vez mais de vários fatores — sobretudo apoio público, voluntariado e capacidade de adaptação.


🧭 1. Dependem fortemente do apoio da Câmara Municipal

Atualmente, a principal forma de sobrevivência das colectividades é o financiamento municipal estruturado.

·                Existem programas anuais de apoio:

o       Atividade regular

o       Obras

o       Equipamentos

·                Em 2026, por exemplo:

o       cerca de 200 mil euros distribuídos nestes apoios

·                Em 2025, o investimento ultrapassou 123 mil euros

👉 Isto mostra que:

·                Sem estes apoios, muitas associações teriam dificuldades em funcionar

·                A autarquia assume um papel de “motor do associativismo”


🤝 2. Funcionam com base no voluntariado

Apesar dos apoios, a maioria das colectividades:

·                Não tem fins lucrativos

·                Depende de dirigentes e sócios voluntários

·                Vive da participação da comunidade

O próprio regulamento municipal reconhece isso, tentando equilibrar:

·                profissionalização

·                e espírito voluntário

👉 Problema atual:

·                Envelhecimento dos dirigentes

·                Dificuldade em atrair jovens


🎭 3. Têm um papel central na vida cultural e social

As colectividades continuam essenciais para:

·                Festas locais

·                Teatro, música, folclore

·                Eventos desportivos

·                Preservação de tradições

Exemplo:

·                Eventos culturais com dezenas de atividades são organizados com forte participação das associações locais

👉 Ou seja:

·                São o “coração” da vida comunitária


4. Também no desporto têm grande peso

·                Clubes e associações dinamizam:

o       formação de jovens

o       competições

·                Recebem apoios específicos (ex: cerca de 95 mil € para atividade desportiva)

👉 Além disso:

·                Equipamentos como o Centro Náutico ajudam a dinamizar o movimento associativo local


️ 5. Principais dificuldades atuais

As colectividades sobrevivem, mas enfrentam desafios reais:

📉 Financeiros

·                Dependência de subsídios públicos

·                Receitas próprias limitadas

👥 Humanos

·                Falta de renovação geracional

·                Menor participação dos jovens

🧠 Organizacionais

·                Necessidade de gestão mais profissional

·                Burocracia nas candidaturas


🔄 6. Estratégias de sobrevivência hoje

Para continuar ativas, muitas colectividades estão a:

·                Criar projetos financiados (candidaturas)

·                Fazer parcerias com escolas e autarquia

·                Apostar em eventos que gerem receita

·                Modernizar comunicação (redes sociais, etc.)


Conclusão

As colectividades em Montemor-o-Velho:

👉 Não desapareceram — continuam muito vivas
👉 Mas já não sobrevivem apenas pela comunidade, como antigamente

Hoje sobrevivem através de um equilíbrio entre:

·                apoio público

·                voluntariado

·                capacidade de adaptação

(em actualização)

BUARCOS – AS CASAS DO FERNANDINHO



Fernando d’Almeida Rocha, o Fernandinho, nasceu em Buarcos em 1822, filho de Joaquim d’Almeida Rocha e de Maria Joana da Cruz.

Muito jovem emigrou para o Brasil, onde fez fortuna, explorando uma barca de passageiros entre o Rio de Janeiro e Niterói, cativando-os com a música da sua viola francesa e com a sua bonita e agradável voz.


Regressou a Buarcos, onde viveu dos seus rendimentos, tendo construído dois grandes edifícios contíguos, na zona central de Buarcos, que concluiu no ano de 1889.

Consta da ata da Câmara de 25 de julho de 1888 que Fernando d’Almeida Rocha pediu “alinhamento e aprovação de risco para uma casa na travessa de S. Francisco, em Buarcos”, era então presidente da edilidade José Lopes Guimarães Pedrosa e Administrador do Concelho o Dr. António Ferreira Cabral Paes do Amaral.


Manuel dos Santos Pinto, condutor de obras, fez o alinhamento.

Um edifício foi construído no Largo da Alegria (Largo D. Margarida Barraca), vulgo Largo da Má Língua, uma enorme e bonita casa a que o povo chamava a “Casa dos Bonecos” por ter possuído na platibanda várias estátuas de tribunos e pretorianos.


E outro edifício confinante com a Rua 5 de Outubro e o Largo da Beira Mar (Largo Maria Jarra), onde vivia, na qual instalou um nicho em estilo gótico com uma imagem de Nossa Senhora do Rosário, talvez proveniente de uma capela que existiu no Largo da Alegria.


No frontão desta segunda casa, onde viveu o Fernandinho, há um motivo lavrado com uma barca com duas velas e giba, recordação da sua profissão no Brasil, com a legenda “Anno 1889”, quando a concluiu.


(giba – última vela da proa).

Comprou esta segunda casa o farmacêutico Marques Murta, que terá guardado a imagem de Nossa Senhora do Rosário.


Por detrás da casa de Fernandinho viveu Fernando Augusto Soares (1838-1918), na atual Rua Governador Soares Nogueira.

Fernando d’Almeida Rocha construiu em 1890 um imponente mausoléu no Cemitério de Buarcos.

Manuel d’Almeida Rocha, seu irmão, falecido em 15 de junho de 1882, foi o primeiro a estrear o mausoléu, depois de trasladado.

Seguiu-se o próprio Fernandinho, falecido em 20 de setembro de 1897, com 75 anos.

O imponente mausoléu é hoje o ossário dos combatentes da freguesia que tombaram na 1ª Grande Guerra e na Guerra Colonial, e os manos Rocha lá repousam num cantinho.

Na Casa dos Bonecos foi inaugurada, no dia 1 de julho de 1950, a Colónia Balnear Infantil para os filhos dos sargentos da 2ª Região Militar.

O Dr. Álvaro Malafaia era então o Presidente da Câmara Municipal.

A sua Comissão Organizadora enunciou os objetivos da iniciativa:

“Dar, durante a época de verão, aos filhos da classe militar mais necessitada, uma estadia na praia que, acompanhada duma alimentação substancial e conveniente, teria, sem dúvida, efeitos benéficos no seu desenvolvimento e conservação da sua saúde; fomentar pela convivência estabelecida na Colónia, entre os seus filhos, laços mais profundos de amizade e camaradagem entre todos os filhos dos sargentos da Região, reforçando assim o espírito da unidade desta classe; melhorar o nível de educação e moral das crianças por uma cuidada assistência por parte do pessoal dirigente da Colónia; estabelecer laços de solidariedade entre todos os elementos, Comandos, Oficiais e Praças da Região, fazendo-os colaborar numa nobre iniciativa de carácter colectivo.”

A colónia balnear já não existe, mas subsiste o bonito e imponente edifício onde funcionou, a denominada Casa dos Bonecos, assim como a casa anexa onde viveu o Fernandinho, duas casas ainda esbeltas apesar dos seus 137 anos.

 

Perguntas silenciosas…

Há perguntas que não se fazem em voz alta. Não porque sejam pequenas, mas precisamente porque são grandes demais. Perguntas que nos atravessam e nos marcam. Que ficam a ecoar cá dentro, em silêncio, como quem bate devagar a uma porta sem saber se a deve abrir.

Perguntas como estas: poderá a vida dar-nos mais do que aquilo que um dia tivemos coragem de pedir? Poderá, quando já deixámos de esperar, aparecer alguém capaz de nos envolver num abraço e fazer-nos sentir seguros? Poderá existir alguém que nos dê mais do que alguma vez imaginámos merecer?

A verdade é que passamos tanto tempo a desejar coisas, pessoas, respostas, sinais, que quase nos esquecemos de que a vida nem sempre chega pela via do pedido. Nem sempre nos dá aquilo que pedimos. Nem sempre respeita o momento que julgávamos certo. E, no entanto, às vezes surpreende-nos de uma forma quase desarmante. Não com o que gritámos ao mundo que queríamos, mas com aquilo de que precisávamos e ainda não sabíamos nomear.

Há um momento estranho e bonito em que deixamos de pedir. Não necessariamente porque tenhamos deixado de querer, mas porque nos cansámos de esperar com as mãos abertas e o coração em esforço. E é nesse cansaço, nesse abandono da urgência, que de repente alguma coisa muda. Ficamos mais quietos por dentro. Mais inteiros. Mais serenos. Mais atentos. Mais disponíveis para reconhecer o que antes talvez não víssemos, porque estávamos demasiado ocupados a procurar noutra direção.

Talvez seja por isso que, às vezes, quando já não esperamos, aparece alguém. Alguém que não vem com promessas grandiosas nem com frases feitas. Alguém que chega devagar, mas fica com verdade. Alguém cujo abraço não nos salva, mas nos acalma. E essa diferença é tudo. Porque uma coisa é precisar desesperadamente de colo. Outra, muito diferente, é encontrar descanso no colo de alguém sem deixar de ser quem somos.

Talvez a vida possa, sim, oferecer-nos mais do que pedimos. Não porque sejamos recompensados pela dor ou pela paciência, mas porque há dádivas que só conseguimos reconhecer quando deixamos de tentar controlá-las. Há pessoas que só conseguimos receber quando já não estamos à espera que venham preencher vazios, mas apenas a viver, com a honestidade possível, aquilo que somos.

E talvez o mais bonito seja isto: perceber que o “mais” nem sempre é excesso. Às vezes, o mais é paz. É leveza. É serenidade. É um abraço onde o corpo desarma. É alguém que fica sem invadir. Sem exigir. Que cuida sem prender. Que nos dá, sem espetáculo, exatamente aquilo que durante tanto tempo julgámos não existir para nós.

No fim, talvez a vida não nos dê sempre o que pedimos. Mas, de vez em quando, quando já não esperamos nada em particular, tem esta estranha e bonita forma de nos colocar diante de algo maior, mais sereno e mais verdadeiro do que tudo aquilo que um dia soubemos pedir.

Montemor não precisa de flores. Precisa de coragem.

Há uma coisa curiosa em Montemor.

Quando vem a tempestade… toda a gente fala.

Quando a água leva casas, memórias, histórias… toda a gente sente.

Mas quando a água baixa… quase ninguém muda.

E isso devia preocupar-nos mais do que qualquer cheia.

Porque a verdade é esta, e alguém tem de a dizer:

Montemor não tem falta de força. Tem excesso de hábito.

Hábito de comentar em vez de agir.

Hábito de esperar em vez de decidir.

Hábito de culpar o que vem de fora… para não mexer no que está dentro.

A tempestade não foi só água. Foi um espelho.

E a pergunta não é o que aconteceu à terra. É o que aconteceu às pessoas depois disso.

Reconstruíram? Ou adaptaram-se… mais uma vez?

Porque há uma diferença brutal entre: sobreviver

e

evoluir

E muitas terras, Montemor incluída, vivem presas na primeira.

Agora chegou a primavera.

As margens estão a ficar bonitas.

O verde volta.

A vida parece seguir.

Mas deixa-me estragar-te a poesia por um momento: flores não significam transformação.

 Significam ciclo. E ciclo… não é evolução.

Se tudo volta ao mesmo sítio,

se as conversas são as mesmas,

se a mentalidade não mexe,

então não estamos a crescer.

Estamos só a repetir… com melhor cenário.

E talvez seja isso que mais me custa dizer, e que menos gente quer ouvir:

Montemor não precisa de mais amor à terra.

Precisa de mais coragem para a transformar.

Porque amar sem agir… é só nostalgia.

E nostalgia não constrói futuro.

Constrói memória.

E memória… já temos suficiente.

CRÓNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA

A implosão prevista de um partido desgovernado

Há partidos que crescem com paciência, estrutura e alguma maturidade política. E, depois, há partidos que crescem como um balão cheio de ar: depressa, ruidosamente e com a permanente ameaça de rebentar. O que se observa atualmente no Chega parece cada vez mais próximo deste segundo cenário.

Nos últimos tempos, a vida interna do partido transformou-se numa sucessão quase semanal de episódios dignos de crónica política: demissões repentinas, guerras internas mal disfarçadas, acusações entre dirigentes, conflitos em estruturas locais e eleitos que abandonam cargos autárquicos como quem sai de um barco que mete água. A cada nova polémica, fica a sensação de que a organização interna do partido é pouco mais do que um improviso permanente.

O fenómeno não é particularmente surpreendente. Quando um partido cresce a uma velocidade vertiginosa, sem tempo para consolidar estruturas, regras e mecanismos de seleção minimamente exigentes, acaba inevitavelmente por atrair um pouco de tudo: oportunistas, aventureiros, figuras em busca de palco e alguns militantes genuínos perdidos no meio do ruído. O resultado raramente é estabilidade.

A multiplicação de casos problemáticos envolvendo quadros do partido também não ajuda. Sempre que surge mais um episódio embaraçoso, seja um escândalo, uma polémica pública ou uma revelação pouco abonatória, o discurso de disciplina e regeneração política que o partido diz representar perde mais um pouco de credibilidade.

Mas talvez o problema mais profundo seja estrutural. Partidos excessivamente centrados numa liderança forte tendem a viver numa permanente tensão interna: enquanto tudo corre bem eleitoralmente, a unidade mantém-se. Quando começam a surgir divergências, ambições pessoais ou disputas de protagonismo, a ausência de instituições internas robustas transforma rapidamente desacordos políticos em conflitos abertos.

No plano local, a situação torna-se ainda mais evidente. Em várias autarquias, assistiu-se a demissões, conflitos internos e abandonos de funções que revelam uma fragilidade organizativa preocupante. Muitos eleitos chegaram aos cargos sem experiência política, sem apoio estrutural e, por vezes, sem uma noção clara do que implica exercer funções públicas. A improvisação, inevitavelmente, cobra o seu preço.

Tudo isto compõe o retrato de um partido que conquistou visibilidade e votos mais depressa do que conseguiu construir uma verdadeira organização política. O Chega quis apresentar-se como uma força de ordem e disciplina no sistema político português. No entanto, olhando para o que se passa dentro das suas próprias fileiras, a palavra que mais frequentemente surge é outra: desordem.

A ironia é difícil de ignorar. Um partido que promete pôr o país “na ordem” parece, antes de mais, incapaz de pôr ordem em casa. E quando um partido não consegue governar a si próprio, torna-se legítimo perguntar como pretende governar alguma coisa maior.

Por agora, o espetáculo continua: mais uma demissão aqui, mais um conflito ali, mais um caso embaraçoso a surgir na semana seguinte. Não se trata já de episódios isolados, mas de um padrão. E padrões, em política, raramente são coincidência.

Agora que a vida

tem um sabor novo

não vou desistir

dos sonhos de outrora…

Regressarei serena

e autêntica

às manhãs azuis

que as nuvens esconderam…

Encontrarei, intactas,

as pétalas desse passado

que a névoa ocultou

e o vento desfolhou …

Encontrarei a flor saudosa

ainda à espera deste agora renovado.

Dia do Pai – Dupla Celebração

Neste dia de festa e luz,

Celebro contigo a força e a paz,

o pai que, que com tanto amor conduz

o caminho dos filhos como só ele é capaz.

Nos anos que passaram, vi teus olhos brilhar,

ao vê-los crescer, à tua frente,

agora, ao teu lado, a alegria de partilhar,

um novo ciclo, um novo presente.

A cada passo, a cada gesto,

foste pai, mestre e amigo.

teu coração foi e é centro de todo o resto

que nos faz seguir confiantes,

sendo o nosso porto de abrigo.

O tempo passa, os filhos cresceram,

o teu amor por eles se multiplica,

e a cada dia, ainda mais floresce

com os exemplos de vida,

por tudo que és e por tudo que dás .

Com gratidão e muito amor,

celebremos com todo o fulgor,

o pai que está sempre connosco,

seja qual for o caminho.

Feliz Dia para ti e nossa filha

porque hoje, 19 de março, celebramos em dobro,

o teu amor, que é o nosso socorro,

e a nossa 🐞luz do sol que ilumina os nossos dias.

AO MEU PAI, AO PAI DA MINHA FILHA, A TODOS OS PAIS ❤

SER PAI

Ser pai…

É amar e é cuidar…

É ensinar os caminhos

É desviar dos espinhos

As suas crias amadas…

É ganhar o pão da vida

Para ver crescer filho ou filha

Sem passar fome ou necessidades

Avisá-los de tantas maldades

Que existem em muitas pessoas…

Ser pai é pegar na nossa mão

Ensinar os primeiros passos

É ser um colo de abraços…

Ser pai…

É regar uma flor

A quem se dá tanto amor

Que nem cabe no coração

É ter na boca o perdão

É saber abençoar

E numa prece rezar

Para que a vida lhes seja leve

Como uma brisa serena

Que tenham uma vida amena

A flores do seu jardim…

Ser pai… é ser isso e muito mais

Ser pai… é ser assim!...

A verdadeira amizade 

A verdadeira amizade é uma prova de confiança e carinho. Há pessoas que realmente nos estimam, e é nosso dever cuidar desse laço tão especial.

Sinto-me grata por ter amigos assim, com quem partilho mais do que um simples sentimento — partilho uma história. Pretendo sempre valorizar essas relações e evitar conflitos desnecessários, pois não é comum, em qualquer caso, encontrar alguém que esteja verdadeiramente presente.


Quatro exemplares raros de livros escritos pelo poeta do século XVI Jorge de Montemor foram adquiridos pelo município de Montemor-o-Velho para figurarem numa coleção museológica daquela autarquia do Baixo Mondego, foi hoje anunciado.

“São aquisições que representam a preservação de importantes pedaços da nossa história, garantindo que as gerações futuras podem ter acesso a estes tesouros inestimáveis”, afirmou, citado no comunicado da Câmara, o presidente do executivo, Emílio Torrão, aludindo às quatro obras do escritor nascido em Montemor-o-Velho entre 1520 e 1524.

Jorge de Montemor, escritor português que também se notabilizou como poeta, músico e aventureiro, é autor de um dos expoentes da novela pastoril, o romance quinhentista “Diana”, que integra o leque de títulos adquiridos pelo município.

“Só no século XVI a obra teve 17 edições, tendo sido escrita originalmente em castelhano, como era costume deste estilo literário”, lê-se no comunicado.

O lote inclui uma das primeiras edições de Diana – intitulada, em espanhol, “Primera Aedicion de los Siete Libros de la Diana” – datada de 1570, e uma edição de 1614 da “Parte primera y segunda de la Diana”, “encadernada pelo reconhecido mestre encadernador Emilio Brugalla”.

Os dois restantes livros são uma rara edição bilingue castelhano-francês de 1613 de “Los Siete Libros de la Diana de George de Montemajor” e o livro “El Cancionero del Poeta George de Montemayor”, a sua primeira obra de vulto, dedicada a D. João Manuel e D. Joana de Áustria, pais de D. Sebastião, aqui numa edição datada de 1932.

O poeta, que frequentou a corte espanhola e manteve contactos 

com poetas castelhanos, morreu em Itália, em Piemonte, em 1561.


Música Sacra | Montemor-o-Velho
https://youtu.be/UXnTizzl7S8


BARCAÇA_66

  Entre a memória e a sobrevivência — o associativismo que sustenta Montemor-o-Velho Num tempo em que tantas formas de participação cívica...